Reconheço-me

Conheço-me e reconheço-me em cada espelho meu
Desde o Chico Amigo ao político corrupto José Dirceu144c7-1234818_499393706818153_947808805_n
Desde a prostituta na esquina até a Teresa de Calcutá
São tantos jogos e facetas do meu eu
Que me responsabilizo por enganos que por vezes nem são meus

Entre virtudes e defeitos, indo e vindo, aqui e lá

Prefiro ainda essa sanidade amparada à loucura inconsequente

Minha reencarnação como um presente

Dia após dia com amores sabores dores e flores

Me mostrando constantemente

Quem sou eu.
Ticiana Oliveira – 13 de setembro de 2013

 

Poema pós-depressão

Sem mágoa no coração

E livre de qualquer peso na consciência014056_Vitrine

Caminho

Em sentindo oposto ao desgosto

Em linhas e curvas descubro

O prazer de viver apaixonada

Pelos amigos, pela família, pela vida

Descubro que por penhascos

Precisei cair para hoje levantar

Descubro que precisei entender

Para depois perdoar

Precisei de você, dele, de todos

E hoje preciso mais de mim

Hoje quero caminhar com passos guiados

Pela minha própria intuição

Sem máscaras, sem feridas, com paz e melodias

Sensibilizando meu eu, que se machucou

O meu eu que sangrou arrependido

O meu eu que sangrou doído

Até entender que passou…

Que depois de um ponto final

Vem um recomeço lindo

Composto por um soneto

De amor, fidelidade, de vida

Um soneto que desconhecia

Um soneto que quería aprender e ensinar

Sem ferir, sem sangrar

Um soneto de desculpas, sem culpas.

Ticiana Oliveira – 15 de junho de 2007

Um presente para amigos

Que seus dias sejam leves

Que tenham a pureza do recomeçar539748_509720495785474_1895491365_n-2

Que o perfume paire suave pela casa

Que o verbo mais importante seja amar

Que quando a raiva e a angústia

Invadirem bem fundo o íntimo do ser

Que tenham coragem e discernimento

Para florir a rosa do esquecer

Que o perdão seja permanente

Que todos os dias o abandono se faça ausente

Enchendo a casa de alegria e gratidão

Que os momentos difíceis venham

E que passem rápido para que haja crescimento

Que a essência permaneça

Mesmo que muitas vezes a gente esqueça

Que ela é a esperança, é a certeza.

Ticiana Oliveira –  22 de setembro de 2015

Sinto

Hoje sinto que sou formada de vários pedaços

Alguns são alegriasfb3d77d98d1a5d8cdd3b630ddd153edd

Alguns são afetos

Alguns são dores

Alguns desafetos

Alguns são pessoas

Alguns são poesias

Alguns são músicas

Alguns são fé

Juntando todos eles percebo que tudo valeu a pena,

Até as dores e principalmente elas…

Ticiana Oliveira – 20 de março de 2012

Escola da Vida

A melhor escola é a da vida e da vivência…

Ninguém me ensinou mais do que os erros que cometi,

Nada me completa mais do que as cenas que vivi.

De um lado o plantio é livre

De outro a colheita depende do que você plantou.

518c0bb89900252289fbabba9103930fMadre Teresa falou comigo em um poema quando tinha 15 anos

 Somente 10 anos depois entendi o que ela queria dizer…

E no fim aprendi, que no fundo tudo é “entre eu e Deus”

O resto, ah… O resto ou é construção, ou ilusão.

E você só diferencia quando consulta a própria consciência!

Ticiana Oliveira – 17 de janeiro de 2012

Escrevo simples…

Escrevo simples

Sem rimas nem métricasCaptura de Tela 2017-03-22 às 15.34.33

Escrevo para mim

E a quem interessar

Escrevo para o bêbado da esquina

Coisas sobre a vida

Algo sobre amar

Escrevo para ver

O som de cada sílaba

Se propagar no cotidiano das coisas pequenas

Dos textos sem regras

Escrevo entre linhas amareladas

Vendo o tempo brochar minhas idéias

Comparação entre realidade e cinderelas

Iluminadas por elas.

Ticiana Oliveira – um dia de 2004

 

Minha Saudade

Minha saudade é uma saudade boa

Minha saudade traz risos, traz momentos…captura-de-tela-2017-01-25-as-14-25-46

Aquelas sensações que você

Daria tudo pra sentir novamente.

De coisas corriqueiras, do cotidiano,

da preguiça, da fé.

Minha saudade traz músicas, traz livros,

Poesias, comidas, muitos sabores, traz cheiros…

Nostalgia?

Traz nostalgia mas numa proporção pequena

Diante do que me move a voar pra longe

Dessa vontade incessante de desbravar horizontes

De conhecer rostos, jeitos, modos e danças

De vivenciar coisas novas

E as velhas? ahh! veja bem,

Nem são tão velhas assim…

Continuam pulsando na vontade de contar pra todos

Aquela sua maneira de ser, de ver.

Nem são tão velhas assim,

Você continua com os mesmos tiks

com as mesmas manias.

Nem são tao velhas assim,

Porque vivem no reencontro

de a cada vez contar

Como e onde eu estive enfim

De contar como a saudade ainda pulsa em mim…

Ticiana Oliveira – 16 de julho de 2009